Da origem
Os atos oficiais do poder público, em Pernambuco, eram divulgados no Diário do Estado, criado em 1º de junho de 1924, pela Lei 1.626. O jornal era editado nas oficinas da Repartição de Publicações Oficiais, instaladas na Casa de Detenção do Recife, no Bairro de São José.
A mudança ocorreu dois anos depois. A Lei nº 1.832, sancionada em 22 de dezembro do mesmo ano, deu origem ao Departamento de Imprensa Oficial tido como o embrião da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe. A partir dessa data, o novo departamento assumiu a responsabilidade da edição do Diário Oficial do Estado. A denominação de Imprensa Oficial permaneceu por 41 anos.
A criação
A Lei nº 6.065, em 1° de dezembro de 1967, criou a Companhia Editora de Pernambuco – uma sociedade de economia mista, na qual o governo estadual é detentor de pouco mais de 90% das ações, em substituição à Repartição de Imprensa Oficial, situada na Rua da Concórdia, 420, Bairro de São José.
A nova unidade do Governo do Estado passou também a editar o Diário Oficial que já estava circulando no lugar do Diário do Estado desde 29 de agosto de 1944, por força do Decreto-Lei nº 1.032. Num terreno de quase 9 mil metros quadrados, na Rua Coelho Leite, 530, Santo Amaro, a sede da Cepe ocupa cerca de 3 mil metros quadrados de área construída, incluindo a área interna de circulação de veículos.
No dia 25 de fevereiro de 1970, Pernambuco recebe um dos mais avançados investimentos gráficos do país – a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, com o objetivo de estimular a estrutura socioeconômica-cultural de Pernambuco.
Composição “a quente”
No início do funcionamento da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, entre o fim de 1967 e o começo de 1968, a impressão do Diário Oficial do Estado de Pernambuco, embora de responsabilidade da nova instituição, continuou a ser feita na oficina da Imprensa Oficial pelo sistema tipográfico. O linotipo era chamado de máquina de composição “a quente”, por conta do uso do chumbo fundido a 600° de temperatura, convertido em linhas de texto, para a formação de colunas das matérias a serem impressas.
O encaminhamento das matérias começava pela sala do linotipo à tipografia, onde os tipos eram arrumados em gavetas especiais e colocados em “galés” – peça com dispositivos para alinhamento das páginas. Depois desse procedimento, as páginas montadas seguiam direto para a impressora. Era assim, de forma quase artesanal, a editoração do Diário Oficial do Estado de Pernambuco.
Composição “a frio”
Os pesados e fumaçantes linotipos da Imprensa Oficial que serviam de apoio à nova Cepe, aos poucos foram sendo substituídos. Os 300 metros quadrados de área de composição “a quente” foram transformados em 80 metros quadrados, com ar-condicionado e moderníssimos equipamentos do novo processo de composição gráfica do Diário Oficial, denominado “a frio”.
Os textos feitos nas máquinas de compor, em fitas perfuráveis, passavam ao computador para reprodução em papel fotográfico.
O texto original seguia para a revisão e depois para a seção de emendas (se necessário). O próximo passo: da mesa de montagem, o montador arrumava as páginas do jornal, levando-as para o setor de fotolito. As páginas devidamente retocadas eram levadas ao setor de impressão e acopladas aos cilindros da impressora rotativa offset.
Esse avanço assegurou à Companhia Editora de Pernambuco – Cepe o pioneirismo no Brasil de publicar o Diário Oficial com fotos e documentos das ações do Governo do Estado, em cores e em preto-e-branco.
Primeira em offset
Dentro do programa de modernização das gráficas nacionais, a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe assume a vanguarda no Nordeste, optando pelo novo sistema denominado offset, visando a aprimorar a tecnologia gráfica a ser utilizada tanto na edição do Diário Oficial do Estado quanto na dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como de outras publicações e obras de interesse cultural.
A primeira impressora rotativa offset a ser instalada é de fabricação da “Goss Community”, composta por seis unidades com autonomia para rodar mais de 20 mil jornais por hora.
Esse avanço tecnológico valeu à Companhia Editora de Pernambuco – Cepe o título de pioneira da impressão do primeiro Diário Oficial do país, em offset.
Suplemento
O dia 19 de agosto de 1986 marca mais um avanço editorial do Diário: começava a circular o Suplemento Cultural como encarte do D.O., duas vezes por mês; passando a receber maciça colaboração de renomados poetas e escritores, além de conceituados mestres das artes plásticas de Pernambuco e de toda a Região Nordeste.








