
Cepe abre debate sobre gestão pública e IA neste mês de agosto
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A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) inicia na próxima quarta-feira, 23 de agosto, debate sobre os avanços da inteligência artificial (IA), a gestão pública e suas implicações na atualidade. Participarão da série de conversas secretarias e órgãos da rede pública estadual, além de representantes da sociedade civil. “A ideia é discutir as contribuições da inteligência artificial com foco no papel do Estado”, anunciou o presidente da Cepe, João Baltar Freire, em palestra na primeira edição do seminário iNova UFRPE.
João Baltar (Foto: Leopoldo Conrado Nunes/Cepe) falou para o público sobre “A política de gestão documental e inovação da Cepe” no segundo dia do evento, sediado no Campus Recife da Universidade Federal Rural de Pernambuco, em Dois Irmãos, bairro da Zona Norte. O iNova é um encontro voltado para discussões sobre tecnologia, inteligência artificial, criatividade e gestão inovadora como força motriz do conhecimento e do desenvolvimento sustentável. O encerramento será nesta sexta-feira (4).
Na palestra, realizada no Salão Nobre da reitoria da UFRPE, João Baltar apresentou os resultados do serviço de digitalização, gestão e guarda de documentos que vem sendo desenvolvido pela Cepe desde 2015, em função da Lei Estadual nº 15.529, sancionada em 23 de junho. A Cepe Doc, hoje, tem 35 clientes da rede pública e da iniciativa privada e 101 milhões de imagens digitalizadas. “Os documentos digitalizados podem ser acessados rapidamente por nosso sistema de busca on-line.”
Ele destacou a consulta a multas do Detran e a impressões digitais de apenados do sistema prisional de Pernambuco, como serviços relevantes para a sociedade. Os originais, de papel, passam por limpeza e são organizados de forma adequada. A Cepe, diz ele, faz parte do mundo digital e, ao mesmo tempo, mantém a edição de livros impressos. “É uma espécie de paradoxo, mas editar livros é uma forma de não desapegar da nossa essência, do que nós somos”, ressaltou João Baltar.
O presidente da Cepe observou, ainda, que inovação não é sinônimo apenas de tecnologia. E citou como exemplo o projeto Galeria Reciclada, criado e coordenado pelo funcionário Júlio Gonçalves. Desde março de 2017, ele transforma resíduos de papéis das máquinas encadernadoras da Cepe Gráfica em peças artesanais - esculturas, decorativas e utilitárias. Cinco estão expostas no Salão Nobre durante o iNova. “A tecnologia é um meio, o instrumental, o humano faz toda a diferença nessa cadeia”, disse Marcília Gama, professora da UFRPE e uma das organizadoras do evento.