
Cepe fecha 2025 com publicação de 55 títulos e já tem 50 no prelo para 2026
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Pensem em uma editora atuante. Todos os estados deveriam ter uma assim. A Companhia Editora de Pernambuco, que é oficial, fechou 2025 com um saldo cultural bem positivo: colocou 55 títulos no mercado, sendo 35 novos livros e 20 reedições. A Cepe – como é mais conhecida – já está com 50 livros na programação de publicações de 2026. Com 58 anos de atuação, a empresa se destaca não só pela produção editorial, cultural e socioambiental, como também pelo fomento à leitura, assim como pela salvaguarda da memória e gestão de documentos.
A editora chegou ao final de 2025, com a conquista de dois “Jabutis”, premiação literária promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), e que vem a ser uma das mais importantes condecorações concedidas a escritoras, escritores e editoras, no país. A Cepe contou, ainda, com oito participações como finalista e semifinalista em premiações nacionais e internacionais e o reconhecimento como Empresa Amiga do Meio Ambiente, já que aproveita os restos industriais da produção de livros no “Projeto Galeria Reciclada”.
“Nossos investimentos na cultura pernambucana, na produção de conteúdo, na formação de novos leitores e em tecnologia são constantes”, afirma o presidente da Cepe, João Baltar Freire (foto, de terno). “Somos uma das mais importantes editoras públicas do país, com reconhecimento regional e nacional pela sua qualidade gráfica e editorial”, declara. Já o editor da Cepe, Diogo Guedes, enumera entre outros lançamentos importantes de 2025, o livro “Estou quase pronto: uma biografia de Miró da Muribeca”, de Wellington de Melo, por ser “uma merecida homenagem ao grande poeta pernambucano, um dos principais do país”. Na verdade, o livro é imperdível, a biografia de Miró escrita por um grande amigo do saudoso poeta. Wellington conseguiu a proeza de deixar de lado a parcialidade imposta pelas grandes amizades. A biografia é perfeita. Na verdade, um deleite. Diogo cita ainda: “Antes que as palavras te esqueçam (“a bela estreia de Leonardo Tonus no romance, com um tema urgente hoje, os imigrantes”); “Como matar seu marido ( poemas de Laura Cohen Rabelo).
E também: “Recortes gráficos: Petronio Cunha (“um panorama deslumbrante sobre o artista e designer pernambucano Petrônio Cunha”; Wandenkolk, de Betânia Brendle e Fernando Diniz Moreira ( “trabalho de fôlego sobre um dos principais arquitetos modernistas do Nordeste”).
E ainda, “Doze anos de residência no Brasil” (o livro traz o relato de vivência do padre Donato Barrucco no Nordeste do Brasil no final do século XIX”. E a “Coleção de sons de Cecília” ( “a premiada escritora Renata Penzani conta uma história sobre como a audição pode ser uma aliada na grande despedida, ante a morte.” Que ficam aqui, nesse post, também, como dicas de leitura.
O superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, Mário Hélio, exalta a boa repercussão de todas as edições da revista Continente 2025. É uma das revistas culturais mais antigas em circulação no Brasil, pois normalmente publicações desse tipo não têm vida muito longa. Já da Revista Pernambuco, chama a atenção a primorosa edição de dezembro, totalmente dedicada ao poeta português Fernando Pessoa, que teve inclusive um desdobramento na adaptação para História em Quadrinhos do seu longo poema “Tabacaria”.
“Mas o grande destaque do ano foi o lançamento do app da revista Continente, com uma edição inteiramente nova a cada semana”, afirma Mário Hélio. “Para 2026, a prioridade é a expansão digital, inclusive com projeção internacional, para ambas as revistas.”
Além de publicações, a Cepe desenvolveu ações sociais e ambientais, também para democratizar o acesso ao livro e à leitura. Mas esses assuntos já são temas para um outro post. Aqui no #OxeRecife mostramos um outro lado da Cepe, o de ações sociais, para fazer o livro andar e aumentar o número de leitores. Em uma outra ocasião, mostraremos as ações ambientais.
Fonte: Blog OxeRecife